Continuando o assunto do post anterior (sim, sim realmente temos muuuito a falar):
Momento lá vem história:
Tem um cara onde eu trabalho, por exemplo, com quem resolvi ser educada, tentando fazer a integração entre os departamentos que não possuem nenhum contato no dia-a-dia, e fiquei batendo papinho despretensiosamente na última comemoração dos aniversariantes do mês, sobre as sugestões de festas para o final de ano, que deveriam ser iguais às que fazemos para alguns clientes em sítios, com piscina, etc. Eu disse que concordava, que seria legal fazermos algo em um ambiente diferente, mais informal e outras trivialidades puramente fazendo uma social.
Pois não é que logo depois recebo um e-mail? Era o cara falando que queria ajuda para essa campanha, mas que tinha um certo receio das imagens de horror (deixou claro que não era o meu caso), que veria na piscina. Achei meio esquisita a mensagem, pois não tinha intimidade alguma com ele – com os meus amigos de lá, falamos altas besteiras e eu morro de rir, mas este caso era diferente. O que me deixou mais revoltada foi ele ter a coragem de falar de alguém, porque susto seria vê-lo na piscina, aliás, vê-lo em qualquer situação já é uma situação amedrontadora! O cara é tiozão (nem chuto a idade, mas é tiozão de espírito), se veste como tal, usa óculos nerd, tem um cabelo rídico e com tendência à calvície, é gordinho, e como se não fosse feio o suficiente, ainda é completamente vesgo.
Ainda assim respondi a mensagem de forma gentil (o que não fazemos p/ ganhar umas migalhas de pão?), falando que iria comentar com as pessoas do setor, e de repente, se todos gostassem, até daria certo, que o fim de ano está aí e que era bom nos mobilizarmos logo. Rapidamente recebi um e-mail de volta, dizendo que, pensando bem, ver as tais cenas seria um preço a pagar para ver outras bem agradáveis. Fiquei mais surpresa ainda. Será que era uma cantada? Tem vezes em que um elogio é uma ofensa. Pô, porque se o ogro cara acha que tem chance comigo, eu vou ficar deprê até o fim do ano! Por via das dúvidas, não respondi. E como não respondi, ele me ligou, perguntando se eu tinha ficado chateada com a mensagem e por isso não havia respondido. Deveria ter respondido: Bingo! Mas não, falei que não tinha ficado chateada, que estava acostumada a ouvir bobagens o tempo todo no setor, que não respondi porque estava uma correria imensa (poderia até estar jogando paciência que falaria isso), e que tinha que agilizar tudo já iria sair mais cedo naquele dia. Mesmo falando que estava bem ocupada, ele ainda ficou puxando conversa, perguntou porque eu tinha que sair no horário, o que tinha de especial naquele dia, aí comecei a ser menos atenciosa, falei que tinha que correr (e falei em tom apressado), porque iria ir num show de uma banda que chama Muse e que com certeza ele não conhecia! Ele respondeu: é, não conheço mesmo, vou deixar você trabalhar! Pensei: Uuuuuufa!.
Achei que ele finalmente o imbecil tinha morrido se tocado, mas hoje, me deparo com ele descendo a escada rolante voltando do almoço enquanto eu estava em sentido contrário indo almoçar, ao ver de longe já me virei para o outro lado e fiquei fingindo que estava concentradíssima na conversa da nova estagiária. E não é que o sem noção se estica todo e puxa o meu braço? Fiz um olhar de que não entendi, e as pessoas que estavam comigo, que nem sabem da história, realmente não entenderam nada e acharam aquilo um tanto bizarro – além de ficarem depois se divertindo às minhas custas (essa sim uma cena de horror)! A estranheza é porque a gente não tem contato algum mesmo – e agora porque fui superficialmente educada, ele acha que é meu amiguinho! O que fazer??? Este assunto merece um tópico à parte, em dicas para se evitar pessoas!
Como se não bastasse, hoje ainda acontece outra situação estranha – no mesmo horário de almoço. Eu fazendo meu prato no self-service, quando de repente, do nada vem um cara entre eu e minha amiga (e estávamos bem perto uma da outra), abre espaço pegando no meu braço quase empurrando p/ pegar um palito de dente! – Meu amigo se assustou e achou que ele ia me dar um beijo! Mas, vamos lá: Usar palito de dente numa praça de alimentação é trash! Não pedir licença é péssimo! Mas o pior é que não era qualquer um. É um cara que a gente sempre brinca (não com ele – mas de uma maneira não politicamente correta, confesso), porque ele se parece com um outro colega nosso, mas numa versão caricaturada e 793 vezes mais feia. Então sempre que a gente passa por ele, comentamos entre nós: “Olha o João (nome fictício)! Chama ele p/ sentar com a gente”, coisinhas assim… E nessas desconfiamos que ele pode ter ouvido parte, nos visto olhando, rindo, e ter achado que estávamos “pagando um pau” – sim, ele deve usar esse termo mesmo! Durante o almoço tentamos decifrar o comportamento. A esperança é que seja apenas falta de noção e educação, mas o mais provável é que seja um jeito de se mostrar, porque normalmente ele já fica nos encarando, então o empurrãozinho talvez foi uma tentativa de dizer: “Hey! Estou aqui, hein? Pra o que der e vier – e melhor ainda se vier e der! ” Argh…
Realmente espero que não tenham cenas do próximo capítulo!