Quando o príncipe vira sapo

Setembro 24, 2008

Atração é importante, aliás, fundamental. Mas somente atração física não é o suficiente, pelo menos não pra mim! Se não existe uma admiração completa do indivíduo, a coisa vai perdendo a graça. Tive mais uma prova disso recentemente.

No meu último semestre da faculdade, fomos obrigados a dividir a classe com uma outra turma. No início resistimos a isso e brigamos, mas no final, para a minha turma não se dissolver, aceitamos encarar uma sala super lotada.

Nessa sala tinha um mocinho que sempre achei uma graça, mas nunca tive maiores contatos. As pessoas mais chegadas sempre souberam disso, mas jamais havia tentado nada. Nunca surgiu muita oportunidade, era apenas um colírio nas aulas mesmo!

Meses se passaram, me formei, havia até esquecido da existência do moço, quando certo dia vi no orkut do meu amigo uma mensagem dele. Não resisti e o adicionei como amigo. Ele aceitou, se incluiu como meu fã, foi o primeiro a me desejar feliz aniversário, e no aniversário dele ainda respondeu minha felicitação com um versinho! Achei que haveria ali uma possibilidade… Apesar de não curtir muito esse lance de versinhos e poemas!

Adicionei ele no msn e esses dias resolvi puxar papinho com o ser! Resultado: Desencanto por completo! Ele foi até legal e educado, mas nossas conversas não batem… Beleza não é tudo mesmo! A conversa não fluia naturamente como acontece com o curitibano, por exemplo. Eu lançava vários assuntos que poderia render muito e ele só respondia, fazia algum comentário, ou dava risada de algo que eu escrevia – parecia até uma entrevista!

Conheço alguns meninos assim, que respondem com meias palavras, mesmo não sendo proposital, é de personalidade (ou falta dela). Acho que o único assunto que ele puxou por si só foi que havia surfado muito no dia anterior! Temos muita coisa em comum, veja só!

Fora que achei ele um tanto esnobe, na forma como comentou sobre os empreendimentos da família dele. Estávamos falando sobre trabalho, sobre como nossa rotina mudou após a faculdade, e ele lança no singular: “Eu tenho x, y e z empresas”. E não “eu e minha família administramos isso e aquilo”, como eu sei que acontece – e soaria mais simpático até. Foi como se ele fosse o todo poderoso dono dos três empreendimentos sozinho! O cara de negócios! Será que é tentativa de impressionar?

Ele até foi fofinho no final, mandando algo como: “Amore, tenho que sair agora do computador, mas foi bom falar com vc. Outra hora continuamos a conversa” Acompanhado de um sorrisinho. Mas mesmo assim não convenceu. Acho que ele é o tipo que se acha mesmo! Não tenta agradar porque acha que não precisa, que está te fazendo um favor dando atenção. Sei lá… Posso estar me precipitando, mas me pareceu isso.

Ponto negativo p/ ele e positivo para o curitibano! Que logo em seguida entrou e ficamos horas conversando… É outra coisa! A reunião da beleza e do conteúdo! Pena que está longeeeee…


A alegria na maldade compartilhada

Setembro 14, 2008

Nesta semana tive aquelas descobertas bobas, mas que nos deixam inexplicavelmente mais contentes.

No meio da aula de inglês, uma das meninas que eu me dou bem, fez um rápido comentário sobre uma outra que eu não suporto. Essa menina estava conversando com o mocinho bonitinho dos olhos verdes (que perdeu a grande parte da graça, mas é assunto para um outro tópico), e contando sobre a promoção que ela teve onde trabalha. E essa minha amiga soltou: “Enquanto todo mundo que chega não ouvir a história dela sobre isso, ela não ficará sossegada!”

Senti uma pontinha de veneno, e adorei, porque sempre tive uma antipatia por aquela menina! E ficava até me sentindo mal, porque ela é até simpática comigo. Mas sabe, simpática demais? Tenho um certo receio com pessoas assim, soa falso! E sempre tive dois pés atrás com ela. Meu santo nunca bateu.

Como voltamos parte do caminho juntas, no final, ainda pudemos, com ajuda de outra colega,  descer a lenha na compartilhar mais impressões que comprovavam que nossa aversão à fulaninha não era gratuita. Ela adora se aparecer, se acha e faz de tudo para ser sempre o centro das atenções; também é fútil, folgada e adora contar vantagem em cima dos outros.  Envolve toda a classe em problemas pessoais dela que, além de não ser tão grandes assim, não são da conta de ninguém, e ainda atrapalham o ritmo da aula.

Tendo a certeza que não era só eu que havia reparado que havia algo de errado com a garota, fiquei o resto da aula com aquele risinho nos lábios de quando algo realmente bom acontece. Acho que era a tal alegria na maldade compartilhada, quando eliminamos um pouco do peso da consciência e podemos ser críticas sem culpa! É como encontrar alguém que podemos rir das coisas politicamente incorretas – não é com todos que temos essa liberdade. Tem de haver uma cumplicidade, confiança,  e um senso de humor negro semelhante.

Talvez  essa felicidade venha da sensação de que não vamos para o inferno sozinhas!


Os homens e o ar condicionado

Setembro 5, 2008
Sol e calor – tempo agradabilíssimo em São Paulo em pleno inverno. Perfeito, correto?  

Errado. Pelo menos pra mim durante a semana… Basta um mínimo de calor para ligarem o ar condicionado no máximo e me deixarem congelando aqui no escritório! Como se já não bastasse o frio no ambiente, ainda fica uma ventania glacial diretamente em mim!
Reclamo e alguma boa alma acaba ajustando para uma temperatura mais humana (não digo nem agradável, porque agradável pra mim seria ele desligado!). Mas algum tempo depois alguém na moita discretamente  volta ao clima polar novamente. E assim vai indo o dia. Aumenta. Diminui. Liga. Desliga. Acho que nessas horas querem me fuzilar, devo ter algum apelidinho “carinhoso”, e ser conhecida como “a chata do ar condicionado” (mesmo assim tenho certeza que não sou odiada no setor).

O pior é que quando estou com frio, não consigo pensar em outra coisa, não consigo me concentrar em nada: Apenas frio, frio, muito friiiiio. Com certeza minha produtividade diminui, eles ainda não sacaram isso!

E hoje estou em um desses dias! Por sorte até tinha aqui no ármario uma blusa (que por sinal não está combinando nada com o que estou vestindo), e até está quebrando um galho, mas ainda não está sendo o suficiente.

É minha sina – detesto ar condicionado e em todos os lugares que trabalhei sempre tive o azar de ficar na direção do ar. E sempre em ambientes onde a maioria são homens. E por que raios os homens sentem tanto calor, hein? Eu não entendo! Tá certo que trabalhar com calor é péssimo, mas nada como o vento fresco que vem das janelas!

Enquanto isso não muda, o jeito é trazer gorro, luvas e cachecol,  meu casaco novo super quente que comprei na promoção (de repente até um cobertor), e sempre me munir de café! Vou hastear bandeira branca.  Cansei de brigar!


Inferno ou Paraíso?

Setembro 1, 2008

Estes dias estava conversando com uma amiga que estava empolgadíssima por uma ida recente ao clube das mulheres!
Algumas mulheres realmente se empolgam logo de cara com o assunto, outras torcem o nariz e não vêem graça em homens super bombados rebolando num palco ao som de músicas um tanto bregas, além de não querer contribuir com o culto ao superficial. Eu era do segundo grupo até participar do evento!
Não tive oportunidade de ir no clube original, mas fui em uma festa dedicada às mulheres patrocinada por um grande hotel aqui em São Paulo, e como surpresa da noite tivemos a apresentação com parte do clube, e surpreendentemente, me empolguei muuuuito! Eles realmente não são os caras mais lindos do mundo, muito menos os mais interessantes, mas que são charmosos e tem “a pegada”, ninguém pode negar! E quando você está lá no meio, parece mágica, mas não tem como não entrar no clima de libertinagem!

E esse clima contagia até as mais quietinhas do recinto (para constar, eu fico num meio termo, OK? rs). Aquela história de deixar ousada até a mais santinha realmente faz sentido por lá! Eu que não era fã fui para duas vezes no palco! Me senti uma mistura de mulher objeto e boneca de pano, sendo carregada com uma mão, jogada para os lados, pra cima, no meio de dois super gostosos fantasiados, aproveitei… Ai ai. Nem eu acreditaria se não tivessem fotos e vídeos para comprovar! Mas a sensação foi boa, valeu a experiência!

Depois o efeito passa – ainda continuo preferindo os mocinhos magrinhos, mas que possuam algum conteúdo (ou que ao menos eu desconfie disso). Mas quando resolverem ir ao clube, me chamem que eu vou!