Os homens e o ar condicionado

Sol e calor – tempo agradabilíssimo em São Paulo em pleno inverno. Perfeito, correto?  

Errado. Pelo menos pra mim durante a semana… Basta um mínimo de calor para ligarem o ar condicionado no máximo e me deixarem congelando aqui no escritório! Como se já não bastasse o frio no ambiente, ainda fica uma ventania glacial diretamente em mim!
Reclamo e alguma boa alma acaba ajustando para uma temperatura mais humana (não digo nem agradável, porque agradável pra mim seria ele desligado!). Mas algum tempo depois alguém na moita discretamente  volta ao clima polar novamente. E assim vai indo o dia. Aumenta. Diminui. Liga. Desliga. Acho que nessas horas querem me fuzilar, devo ter algum apelidinho “carinhoso”, e ser conhecida como “a chata do ar condicionado” (mesmo assim tenho certeza que não sou odiada no setor).

O pior é que quando estou com frio, não consigo pensar em outra coisa, não consigo me concentrar em nada: Apenas frio, frio, muito friiiiio. Com certeza minha produtividade diminui, eles ainda não sacaram isso!

E hoje estou em um desses dias! Por sorte até tinha aqui no ármario uma blusa (que por sinal não está combinando nada com o que estou vestindo), e até está quebrando um galho, mas ainda não está sendo o suficiente.

É minha sina – detesto ar condicionado e em todos os lugares que trabalhei sempre tive o azar de ficar na direção do ar. E sempre em ambientes onde a maioria são homens. E por que raios os homens sentem tanto calor, hein? Eu não entendo! Tá certo que trabalhar com calor é péssimo, mas nada como o vento fresco que vem das janelas!

Enquanto isso não muda, o jeito é trazer gorro, luvas e cachecol,  meu casaco novo super quente que comprei na promoção (de repente até um cobertor), e sempre me munir de café! Vou hastear bandeira branca.  Cansei de brigar!

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